terça-feira, 7 de maio de 2013

Associação de engenheiros não vê falhas no projeto do Engenhão

Após enviar esclarecimentos que contestam os métodos utilizados pela empresa alemã Schlaich, Bergermann und Partner (SBP) nos ensaios feitos em 2012 - responsáveis pela interdição do Engenhão, em 26 de março -, a Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) defendeu publicamente os profissionais brasileiros, representados nesta questão pelo projetista Flavio D'Alembert. A presidente da entidade, Suely Bueno, garante que não houve qualquer tipo de erro no projeto do estádio.

- Qual é a nossa preocupação? Temos que defender a nossa engenharia (brasileira), fazemos tudo direito. Chegamos à conclusão de que o laudo alemão deveria ter avançado um pouco mais nos ensaios, eles pararam antes do que deviam. Contratamos a empresa inglesa, que é uma certificadora, para saber qual laudo estava mais correto entre o alemão e o canadense (da empresa Rowan Williams Davies & Irwin Inc, RWDI, que não vê problemas para a segurança do público). A conclusão foi de que o laudo canadense era o mais correto. Com isso, a gente tem uma segurança de que a base de dados usada pelo projetista está correta. Parece que o xis da questão foi o vento, e a gente quis tirar isso a limpo. Um fato (interdição do Engenhão) como esse, que repercutiu no mundo inteiro, é lamentável. A gente quis colaborar com a sociedade, a prefeitura, pois para nós era muito importante mostrar que não houve erro na engenharia de estrutura. A engenharia de estrutura brasileira é respeitadíssima internacionalmente - afirmou a presidente da Abece, Suely Bueno.

estádio Engenhão vazio (Foto: Fred Huber) 
Engenhão está interditado desde o dia 26 de março (Foto: Fred Huber)
 
Seria possível, então, já disponibilizar o Engenhão para os jogos dos quatro grandes clubes do Rio? Suely preferiu não opinar, mas disse que um estudo minucioso pode eliminar determinados questionamentos a respeito das condições do estádio.

- O que é preciso fazer para se desinterditar o Engenhão? Há muitas coisas, como a fase executiva e o período de uso e manutenção do estádio. Disso a gente não tem conhecimento, não temos nenhum relatório. Quem pode opinar sobre isso é o Consórcio Engenhão e a prefeitura. Se fizerem todas as verificações com as matrizes de vento corretas, imagino que encontrem muito menos problemas.

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