Tu és... Time de tradição... Raça, amor e paixão... Oh meu Mengo!!! Eu... Sempre te amarei... Onde estiver estarei... Oh meu Mengo!!!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Reviravolta: após desistir, Grêmio acerta empréstimo do zagueiro Erazo


Reviravolta no "caso Erazo". O Grêmio acertou neste sábado o empréstimo do zagueiro da seleção equatoriana por um ano. O detalhe é que clube gaúcho já havia desistido do jogador após o Barcelona de Guayaquil, detentor dos direitos econômicos do atleta, pedir uma compensação financeira pela transação com o Flamengo - o Colo-Colo ainda havia entrado como forte concorrente. O quarto reforço tricolor para a temporada é esperado para se juntar ao grupo na segunda-feira em Gramado, onde o Tricolor realiza a pré-temporada desde 11 de janeiro.
 
Anunciada pelo diretor executivo Rui Costa no treino de quarta-feira, a desistência se deu por uma condição imposta pelo Barcelona-EQU, de ser ressarcido em US$ 300 mil. Ainda não há detalhes da nova negociação, mas o clube gaúcho conseguiu ter parte de suas exigências iniciais atendida.

A vontade de Erazo sempre foi de jogar no Grêmio. O zagueiro inclusive se dispôs a pagar US$ 100 mil do total da quantia pedida antes da primeira desistência do Tricolor. No Flamengo, o equatoriano, que disputou a Copa do Mundo do Brasil, não teve sequência. O empréstimo com o clube carioca iria até o fim deste ano.

Frickson Erazo comemoração jogo Equador x Honturas (Foto: Reuters) 
Erazo disputou a Copa do Mundo pela seleção do Equador (Foto: Reuters)


Pesou para o acerto também a boa relação com o Flamengo. No final do ano, o Grêmio cedeu Pará, pagando seus salários, para abater a dívida antiga que tinha com os cariocas desde 2000, pela compra do ex-atacante Rodrigo Mendes. O que levou o Flamengo a se empenhar ainda mais para a negociação de Erazo ser retomada pelos gaúchos.

Principalmente após a saída de Bressan para o Flamengo e Saimon para o Vitória, e a recuperação de Pedro Geromel em andamento após cirurgia no ombro, o Grêmio encontrou maior necessidade de contratar um novo zagueiro. Gabriel Silva, da base, fez companhia a Rhodolfo nos treinamentos na Serra. O reserva Werley era a outra opção, além de Lucas Costa, mais um garoto.

O Grêmio contava com os reforços de Douglas, Marcelo Oliveira e Galhardo para 2015. Os três foram integrados e participam da pré-temporada em Gramado, na serra gaúcha. Neste domingo, o time de Felipão fará seu primeiro teste em 2015, em amistoso contra o sub-20 do Gramadense.

Abraçado pela torcida, Fla chega a Brasília para dar pontapé inicial

O Flamengo já está em Brasília, e não foi preciso muito tempo para se sentir em casa. Centenas de torcedores estiveram no Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek para receber Vanderlei Luxemburgo e companhia. Como tem sido hábito, o treinador foi o mais assediado ao lado de Léo Moura. Na capital federal, o Rubro-Negro encara o Shakhtar Donetsk, domingo, às 17h, em amistoso no Mané Garrincha.

Depois de 12 dias, sendo 10 de trabalho integral, o Flamengo deixou Atibaia na manhã deste sábado rumo a Guarulhos, de onde encarou quase duas horas de voo até Brasília. Ainda no setor de desembarque, os jogadores puderam sentir o carinho de passageiros e funcionários, com pedidos de fotos e autógrafos. Na parte interna do aeroporto, era possível escutar os gritos de incentivos com música tradicionais, como "Vamos, Flamengo! Vamos ser campeões!".

Com um esquema de segurança armado, os jogadores se agruparam e saíram todos juntos rumo ao ônibus. Não foi possível, no entanto, driblar a multidão. Solícitos, os atletas atenderam aos fãs. Principal reforço para temporada, Marcelo Cirino ouviu palavras de incentivo. Já Paulo Victor teve seu nome gritado ao entrar no ônibus.

flamengo desembarque (Foto: Fabricio Marques)Torcedores recepcionam a delegação rubro-negra em Brasília (Foto: Fabricio Marques)

O elenco rubro-negro segue direto para o almoço e deixa o hotel somente para treinar, às 18h (de Brasília), no centro de treinamento do Brasiliense. A passagem pelo Distrito Federal dura até segunda-feira, quando o grupo segue para Manaus, onde encara coisa maldita, vasco e São Paulo.

Luxa arma o Flamengo com Pico e Eduardo para encarar o Shakhtar

Treino Flamengo selfie (Foto: Cahê Mota)O Flamengo está pronto para o primeiro jogo do ano. Em treinamento no CT do Brasiliense, neste sábado, na capital federal, Vanderlei Luxemburgo mandou para campo aquela que considera a melhor formação rubro-negra no momento: não fez mistério em relação ao time que encara o Shakhtar Donetsk, domingo, às 17h (de Brasília), no estádio Mané Garrincha. Eduardo da Silva, recuperado de dores musculares na coxa direita, e Anderson Pico estão confirmados.  

Mesmo depois de 12 dias de trabalhos intensos em Atibaia, Luxa não liberou o elenco para o tradicional recreativo de véspera de jogos em Brasília. Observado por um público de cerca de 200 torcedores, o treinador comandou um longo coletivo, paralisado para orientações táticas e com atenção a jogadas de bolas paradas. A atividade foi vencida pelos titulares por 1 a 0, gol de Everton.  

Poupado da atividade com bola na tarde de sexta-feira, em Atibaia, Eduardo da Silva demonstrou estar recuperado da mialgia que o tirou ainda no início do jogo-treino com o RB Brasil e vai para o jogo. O croata atuou na função de terceiro homem de meio-campo, encostando bastante no ataque e trocando de posição com Marcelo Cirino. O principal reforço do Fla na temporada, por sinal, teve boa atuação, se deslocando pelas pontas e trocando passes de primeira.  

Treino Flamengo (Foto: Cahê Mota)Treino do Flamengo foi realizado no CT do Brasiliense, na capital federal (Foto: Cahê Mota)

Na lateral esquerda, Luxa fez valer o que já tinha dito em entrevista coletiva e deu voto de confiança a Anderson Pico. Em evolução na questão física, o jogador ainda não está na forma ideal, mas é o titular do treinador. Apesar de demonstrar desenvoltura nas atividades no interior paulista, Thallyson apresentou deficiências defensivas e perdeu espaço.  

Ao término do coletivo, boa parte do grupo fez trabalhos de finalização orientados pelo preparador físico Antônio Mello. O zagueiro Wallace e o meia Arthur Maia chamaram a atenção pela precisão nos chutes colocados. De longe, Luxa apenas observava, mas não poupou Paulinho de uma broca ao vê-lo trocar chutes firmes por tentativas de cavadinhas:  

- Treina igual a jogo! Treinar por treinar não dá. Mello, se continuar assim, bota para dar volta no campo.

O Flamengo entra em campo para encarar o Shakhtar Donetsk com Paulo Victor, Léo Moura, Wallace, Samir e Anderson Pico; Cáceres, Canteros e Eduardo da Silva; Gabriel, Everton e Marcelo Cirino. A delegação rubro-negra permanece na capital federal até a noite de segunda-feira, quando segue para Manaus onde encerra o período de treinamentos fora do Rio de Janeiro com amistosos diante de Vasco, dia 21, e São Paulo, dia 25.


Antes de viajar a Cancún, Flamengo passeia no Rio diante da Liga Sorocabana

Meyinsse, basquete, Flamengo (Foto: Instagram)As 12 derrotas seguidas e a lanterna do NBB 7 denunciavam fragilidade. Mas o Flamengo não queria dar chance para o azar. Depois da convincente vitória sobre o Paulistano, precisava engrenar uma nova sequência e fazer os ajustes pedidos pelo técnico José Neto na última partida antes da disputa da Liga das Américas. Neste sábado, no ginásio do Tijuca, que contou com um bom público, o atual bicampeão da competição venceu a Liga Sorocabana por 98 a 73. Na segunda-feira, o elenco embarca para Cancún, no México, onde iniciará sua caminhada pelo segundo título seguido da "Libertadores do basquete" a partir do dia 23, contra o Malvín, do Uruguai.

Herrmann - cestinha do Flamengo com 23 pontos -, Marcelinho e Meyinsse foram os destaques da partida. Com o resultado, o time da Gávea manteve seu histórico contra o rival paulista. Nas oito vezes em que mediram forças, venceu todas.    

- Fizemos jogo muito bom e vamos seguir trabalhando. Agora estamos pensando na Liga das Américas ,que é a parte mais importante para nós - declarou o argentino Herrmann.

Além dos uruguaios na estreia, os adversários do Flamengo na primeira fase serão os Leones de Quilpue (CHI), no sábado; e os anfitriões Pioneros de Quintana Roo (MEX), no domingo, em partidas válidas pelo Grupo B.

basquete, NBB, Flamengo x Liga Sorocabana (Foto: Bruno Lorenzo/Divulgação) 
Herrmann tenta a cesta para o Flamengo: argentino esteve em noite inspirada (Foto: Bruno Lorenzo/Divulgação)

Pelo lado sorocabano, Matheus reconheceu que é preciso melhorar muito o sistema defensivo:

- Estamos passando por um momento difícil no campeonato, a defesa não está encaixando, tomando mais de 90 pontos por partida. Temos que acertar a defesa que o ataque vai melhorar naturalmente - avaliou.

Fácil do início ao fim

O Rubro-Negro foi para quadra sem Benite, poupado depois de ter sentido dores no joelho esquerdo no jogo contra o Paulistano - Marquinhos, com problemas intestinais, ficou no banco. Logo no primeiro ataque, Laprovittola tomou um chega pra lá. Os adversários marcavam forte. Com duas faltas, Guilherme dava lugar a Lupa. Se não dava para entrar no garrafão, de fora, Marcelinho e o armador argentino convertiam chutes de três (6 a 2). Olivinha brigava e levava vantagem nos rebotes defensivos. O Flamengo se empenhava para tentar manter a defesa bem postada, não fazia faltas e imprimia velocidade (19 a 12). O jogo era corrido, e os donos da casa ditavam o ritmo: 21 a 14.

E não deixavam ele cair. Nem mesmo o calor diminuía a intensidade. Marcelinho comandava a equipe e ajudava a aumentar a vantagem. Herrmann, livre embaixo da cesta, também dava a sua contribuição (36 a 19). O técnico Rinaldo Rodrigues pedia tempo. Tentava colocar ordem na casa. Mas o que se via era o domínio dos anfitriões. Cristiano Felício passava pelos marcadores (41 a 20), e qualquer coisa já irritava o time visitante. Alheio às reclamações, o Flamengo administrava a frente e ia para o intervalo com  50 a 31.

basquete, NBB, Flamengo x Liga Sorocabana (Foto: Bruno Lorenzo/Divulgação)Observado por Olivinha, Laprovittola leva o Flamengo ao ataque contra a LSB (Foto: Bruno Lorenzo/Divulgação)
 
Na retomada, o Flamengo ficou quase três minutos sem pontuar. Coube a Herrmann fazer o placar andar (53 a 35). A Liga Sorocabana não desistia. Como resposta, Jerome Meyinsse providenciava mais uma de suas enterradas (64 a 45).  Herrmann também deixou a sua e levantou a torcida.  José Neto ia mudando as peças e a vantagem não caía. Chupeta, que acabara de entrar, anotava da linha de três no estouro do relógio: 78 a 47.

Com chutes de longe, Matheus e Daniel Gaúcho tentavam diminuir o prejuízo. O Rubro-Negro mantinha a tranquilidade. A frente chegava a 29 pontos (91 a 62), e a arquibancada mantinha a expectativa de ver o marcador chegar à contagem centenária. A três minutos do fim do jogo, dos titulares, apenas Meyinsse seguia em quadra. Os jovens reservas se esforçavam para conseguir os cinco pontinhos que faltavam. As bolas batiam no aro. Chupeta converteu um lance livre, e  logo em seguida Gigante fez uma cesta e tomou a falta (98 a 73), mas  desperdiçou o lance livre. A arquibancada gritava: "Cem, cem, cem". Restavam seis segundos. Mingau errou a bandeja, mas não diminuiu a festa carioca no Tijuca.  

As equipes:

Flamengo: Marcelinho, Herrmann, Laprovittola, Olivinha, Meyinsse. Entraram: Gegê, Felício, Chupeta, Danielzinho, Mingau, Gigante
Técnico: José Neto

Liga Sorocabana: Daniel Gaúcho, Thiaguinho, Clahar, Guilherme, L. Vinícius. Entraram: Lupa, Matheus, Fernando, Edu, Elivelton
Técnico: Rinaldo Rodrigues

Otimismo no ar! Quase 98% dos votantes apontam um Fla melhor



O "Arena SporTV" de sexta-feira perguntou se "o Flamengo terá neste ano um time melhor do que o de 2014". E o otimismo parece tomar conta da Gávea. Ao todo, 97,6% dos votos apontaram para o "sim". Apenas 2,4% acreditam que não haverá evolução.

Em relação ao ano passado, o Fla apresentou cinco reforços: o atacante Marcelo Cirino, ex-Atlético-PR, o lateral Pará e o zagueiro Bressan, ambos ex-Grêmio, o lateral Thallysson, que chegou do ASA-AL, e o meia Arthur Maia, ex-América-RN.

Flamengo vence Santos e conquista primeira vitória na Copinha sub-15, que o vasco não disputa por ser um clube de ''merda''

Santos e Flamengo haviam empatado seus jogos na estreia da Copa Brasil de Futebol Infantil contra Grêmio e Bahia, respectivamente. Na manhã deste sábado,  o Flamengo venceu o Santos por 3 a 1 e conquistou a primeira vitória na competição. Como o Grêmio também venceu, no mesmo horário (fez 4 a 0 no Bahia), cariocas e gaúchos lideram o Grupo C do torneio sub-15.

Flamengo e Santos voltam a jogar neste domingo, às 9h: enquanto o Peixe encara o Bahia no estádio Domênico Mettidieri, o Rubro-Negro joga contra o Grêmio, no campo do Sesi de Votorantim.

Santos x Flamengo, sub-15, Votorantim (Foto: Divulgação / Prefeitura de Votorantim) 
garotos do Flamengo festejam gol na manhã deste sábado em Votorantim (Foto: André Reis / Prefeitura de Votorantim)

O primeiro tempo começou com domínio do Santos, mas quem abriu o placar foi o Flamengo. Aos quatro minutos, o atacante Vinicius subiu mais alto que o goleiro do Santos e desviou para o gol. Após abrir o placar, o Rubro-Negro cresceu na partida e aumentou a vantagem aos 16 minutos, novamente com Vinicius. O atacante recebeu lançamento e disparou, limpou dois zagueiros e bateu no canto do goleiro Paulo: 2 a 0.

Pressionado, o Santos partiu para cima buscando diminuir a vantagem dos cariocas. Nos acréscimos, aos 31 minutos, o atacante Rodrygo desviou o cruzamento de Thiago e descontou para o Peixe: 2 a 1.

Na volta do intervalo, novamente o Santos partiu para cima e pressionou o Flamengo, que claramente passou a apostar nos contra-ataques. Com mais volume de jogo, mas sem criatividade, a equipe santista esbarrou na forte marcação do Flamengo, que conseguiu ampliar a vantagem nos acréscimos. Após boa jogada de Vinicius, destaque da partida, a bola sobrou para Leandro dentro da área. O atacane bateu cruzado  e garantiu a primeira vitória do Flamengo na Copinha: 3 a 1.

Santos x Flamengo, sub-15 (Foto: Divulgação / Prefeitura de Votorantim)
 
Depois que fez primeiro gol, Flamengo dominou as ações contra o Santos (Foto: André Reis / Prefeitura de Votorantim)
 
 
 

Zico elogia Mugni, mas diz que ele ainda precisa entender o Flamengo

Contratado para o ser o camisa 10 do Flamengo em 2014, o meia Lucas Mugni não empolgou os torcedores e não conseguiu se firmar entre os titulares pela falta de regularidade. Com poucas opções no mercado, o jogador terá novas oportunidades neste ano e, para o ídolo rubro-negro Zico, com chances de enfim encontrar o seu lugar na equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. Em entrevista ao "Arena SporTV", o ex-jogador elogiou a qualidade técnica do argentino, mas disse que ele precisa mostrar mais vontade em campo para brilhar no futebol brasileiro.

  - Eu acho que falta mais regularidade e vibração ao Mugni. Uma hora ele joga bem, outra não. O Flamengo é diferente. O Canteros é diferente, está melhor adaptado, pois conseguiu esse espírito de Flamengo. O Mugni tem qualidade, uma boa técnica, sabe fazer gols, sabe dar um bom passe. Mas precisa ter vibração e entender o que é o Flamengo e a sua torcida. Ele é jovem e pode ter uma outra adaptação e pode muito bem crescer. Vai depender dele, do espírito dele.

Zico, ex-jogador do Flamengo no Arena SporTV (Foto: Reprodução SporTV)De acordo com Zico, os camisa 10 estão desaparecendo do futebol. O ex-jogador criticou a formação dos novos valores do país e disse que os jogadores estrangeiros são as principais opções no mercado.

-  O camisa 10 foi acabando aos poucos. O último que nós tivemos na posição parou de jogar no ano passado foi o Alex, do Coritiba (...). Essa posição está acabando desde a formação dos jogadores. Você vê competições voltadas para o esquema. A maioria usando o 4-4-2 e os dois que jogam na frente sendo típicos atacantes (...). No mercado está muito difícil. Tem jogadores estrangeiros que atuam nessa posição, como o Conca, o D'Alessandro, o Montillo. Até na Seleção, você vê que o 10 é o cara que joga aberto pelos cantos, que é o Neymar. É uma posição que foi acabando e os esquemas táticos foram imperando.

O Flamengo estreia no Campeonato Carioca no dia 31 de janeiro contra o Macaé, no Moacyrzão. O time está fazendo pré-temporada em Atibaia, interior de São Paulo, e no domingo enfrenta o Shakhtar Donetsk, em Brasília. Ainda na próxima semana, os cariocas participam de um torneio em Manaus contra Vasco e São Paulo.

Mugni comemora gol do Flamengo contra o Coritiba (Foto: Getty Images) 
 
Mugni chegou ao Flamengo no início de 2014 para ser o camisa 10 do clube na temporada (Foto: Getty Images)
 
 
 

Eduardo se esforça para reencontrar o Shakhtar e exalta clube: "Respeitado"

Eduardo da Silva Treino Flamengo Atibaia (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Antes de ser contratado pelo Flamengo no meio de 2014, Eduardo da Silva atuou quatro anos pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, clube com o qual o Rubro-Negro fará neste domingo seu primeiro amistoso da temporada. O brasileiro naturalizado croata está animado com a chance de reencontrar ex-companheiros em campo, mas para isso terá de estar totalmente recuperado das dores da coxa direita que o tiraram do jogo-treino contra o RB Brasil-SP ainda no início da atividade, na quarta-feira. Eduardo fez um treino físico à parte na tarde de sexta, enquanto o Flamengo fazia um trabalho de finalizações, e está confiante de que terá condições de encarar o Shakhtar.

- Fiquei um pouco preocupado, mas assim que fiz uns testes e conversei com o médico, ele falou que era para eu ficar tranquilo e que tinha sido só o cansaço mesmo, o que é normal nessa época de pré-temporada por conta dos treinos e do calor. Estou bem melhor já. Quero estar em campo contra o Shakhtar e vou fazer de tudo para que isso aconteça.

O atacante, que normalmente é reservado nas respostas, se soltou mais ao falar do Shakhtar e não se poupou nos elogios ao ex-time, que segundo ele é muito respeitado na Europa. Eduardo acredita, inclusive, que a equipe ucraniana tem boas chances contra o poderoso Bayern de Munique em duelo válido pelas oitavas da Liga dos Campeões.

- Estou muito feliz pelo Flamengo ter marcado esse amistoso contra o Shakhtar aqui no Brasil. Vai ser o maior prazer poder reencontrar meus ex-companheiros, meus amigos. Foi muito rápido, pois há seis, sete meses eu estava lá, e agora estarei do outro lado do campo, vestindo a camisa de outro time. Espero que seja um espetáculo para o público. A gente vai ver nossas condições físicas, e eles verão as deles. Com minha experiência, o que posso falar é que o Shakhtar é um grande clube europeu, joga sempre a Liga dos Campeões, onde costuma passar de fase, e é muito respeitado pelos outros clubes. O Shakhtar sempre bate de frente com os grandes. Vai enfrentar o Bayern de Munique e pode surpreender, passar de fase. É um time técnico, veloz e com muitos brasileiros. Desde que o treinador chegou ao clube o estilo de jogo é o mesmo (está desde 2004).

Eduardo da Silva Treino do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Croata (em segundo plano) está feliz por poder reencontrar ex-companheiros (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)


Por fim, Eduardo da Silva alertou o Flamengo para os dois corredores do Shakhtar, tanto pela direita como pela esquerda. Ele acha que o Rubro-Negro precisa ter a maior atenção possível com os jogadores desses setores.

- Como é fase de pré-temporada, não sei quem vai jogar. Talvez pode misturar ali, dar oportunidade a outros. Mas os pontos mais fortes do Shakhtar são o meio-campo, os dois pontas e os dois laterais. O treinador gosta que os laterais avancem muito.

O Flamengo enfrenta o Shakhtar Donetsk neste domingo, às 17h, no Mané Garrincha, em Brasília. Depois viaja para Manaus, onde disputa mais amistosos contra Vasco e São Paulo nos dias 21 e 25, respectivamente, na Arena Amazônia. A estreia no Carioca será contra o Macaé, na casa do adversário, no dia 31 de janeiro.

Aliviado após vitória convincente, Flamengo recebe a Liga Sorocabana no Tijuca



Para não deixar a peteca cair, os cariocas têm mais um desafio, o terceiro da semana, desta vez, contra a Liga Sorocabana, lanterna deste NBB 7. Diferentemente dos dois anteriores, o jogo será no Ginásio do Tijuca, às 19h - o último antes da estreia na Liga das Américas. Nesta próxima segunda, a delegação viaja para o México, onde no próximo dia 23 inicia sua trajetória contra o Malvín, do Uruguai, na luta pelo bicampeonato da "Libertadores do basquete".

Flamengo enxuga elenco e economiza R$ 400 mil por mês com empréstimos


Elenco enxuto e fôlego na folha salarial. O Flamengo foi cirúrgico na redução do elenco para temporada de 2015. Motivado pela limitação de 28 inscritos no Carioca, o Rubro-Negro não levou para Atibaia os jogadores que não estavam nos planos de Vanderlei Luxemburgo e começou a trabalhar em destinos para eles. Dos 23, 16 já estão realocados através de empréstimos, o que representa uma economia de R$ 400 mil por mês para o clube. Dos sete pendentes, quatro terão o contrato encerrado em breve, sobrando somente os casos de Felipe, Erazo e Mattheus.

A maioria dos acordos do Flamengo para liberação de jogadores aconteceu da seguinte maneira: o clube contratante paga o montante referente a um ano de remuneração como valor do empréstimo, e o Rubro-Negro repassa ao atleta, que é mantido em sua folha de salarial. A expectativa é de que o montante economizado ainda aumente consideravelmente após a solução dos casos de Felipe, que negocia rescisão contratual, e Erazo, desejado pelo Colo-Colo, do Chile. Dos 23 afastados, os dois são, de longe, os que recebem os maiores salários.

O grupo 16 jogadores que já definiu onde vai atuar em 2015 conta com 13 pratas da casa. O desejo do Flamengo é dar rodagem para que a maioria deles tenha uma última oportunidade de retorno à Gávea. Coritiba e Bragantino foram os clubes que receberam o maior número de jovens apostas, três - os paulistas ainda contam com o experiente Renato Santos - seguidos de Atlético-GO e ASA de Arapiraca. Entre os que sobraram,  alguns casos não preocupam: Elton, João Paulo, Val e Digão.

Os três primeiros vão ter o vínculo com o Flamengo encerrado em breve e não vestirão mais a camisa do clube. Já Digão teria se despedido em dezembro, mas uma cirurgia no joelho direito aumentou seu período como jogador do Rubro-Negro, que arca com a recuperação completa antes do adeus. O sétimo nome entre os que têm 2015 indefinido é o de Mattheus. Responsável pela carreira do meia, a empresa MFD estuda a melhor opção para seu futuro.

O alívio de caixa de R$ 400 mil é visto como um facilitador para investimento em reforços. Com grandes nomes em pauta, como Montillo, Robinho e Jadson, o Flamengo ainda busca duas contratações para dar o elenco como definido: um meia de armação e um atacante.

Com 26 jogadores na delegação, o Flamengo versão 2015 deixa Atibaia neste sábado, após 12 dias, e segue para Brasília. Na capital federal, o compromisso é diante do Shakhtar Donetsk, domingo, às 17h (de Brasília), no Mané Garrincha, em amistoso internacional. Na segunda-feira, o destino é Manaus para um triangular com Vasco e São Paulo.

Quem já deixou o Fla?

Bruninho (XV de Piracicaba)
Thomas (Ponte)
Welinton, Negueba e Rodolfo (Coritiba)
Igor Sartori, Fernando, Renato Santos e Muralha (Bragantino)
Rafinha e Recife (Atlético-GO)
Vitor Hugo (Alecrim-RN)
Caio Quiroga e Darlan (ASA-RN)
Léo (Inter)
Amaral (Vitória)
Quem ainda está no Fla?

Mattheus
Erazo
Elton
Felipe
João Paulo
Digão
Val

Numeração oficial: PV segue com a 48; números 10 e 1 ficam vagos


Foi divulgada a numeração oficial do Flamengo para a temporada de 2015. Uma novidade esperada não se concretizou. Com Felipe fora dos planos de Vanderlei Luxemburgo, havia a expectativa de Paulo Victor assumir o número 1. PV, no entanto, estimulado por Luxa, manteve o 48. O treinador vê a continuidade como uma estratégia de marketing.

- Nação, primeiramente gostaria de agradecer a todos vocês pelo apoio e confiança que tiveram em mim. Optei carregar o número 48 em minhas costas sempre, é um número que tem uma grande importância para mim, foi uma homenagem a minha mãe e foi o número que esteve comigo no momento mais feliz da minha vida profissional, o da titularidade no maior time do Brasil! Fico extremamente feliz em ver camisas com a numeração 48, podem ter certeza que isso me motiva cada vez mais a trabalhar para corresponder esse carinho que vocês têm comigo - postou Paulo Victor em seu Instagram.

O lateral-esquerdo Anderson Pico, que utilizou o número 36 no Brasileiro passado, assumiu a 6. Mugni, que iniciou 2014 como 10, agora leva o 11 às costas.

Os números 1 e 10 ainda não têm donos. Confira abaixo a lista.

Numeração 2015:
1 -
2 - Léo Moura
3- Bressan
4- Samir
5- Victor Cáceres
6- Anderson Pico
7- Marcelo Cirino
8- Márcio Araújo
9- Alecsandro
10-
11- Lucas Mugni
13- Marcelo
14- Wallace
15- Luiz Antonio
16- Thallyson
17- Gabriel
18-
19- Arthur Maia
20- Canteros
21- Pará
22- Everton
23- Eduardo
24-
25-
26- Paulinho
27-
28-
29- Nixon
33- Frauches
37- César (goleiro)
38- Daniel (goleiro)
48- Paulo Victor (goleiro)

Montillo confirma proposta do Flamengo e espera contato com chineses

Montillo e Love Taça de campeão (Foto: Reprodução / Twitter)Conforme o GloboEsporte.com noticiou na quinta-feira, o Flamengo quer Montillo. E o argentino, de 30 anos, confirmou à Espn Brasil ter em mãos uma proposta do Rubro-Negro. Explicou que, para responder aos dirigentes flamenguistas, depende primeiramente de um contato com o Shandong Luneng.

- Meu procurador disse que tinha entrado em contato com eles. Mas a gente está tentando falar com o representante do Shandong aqui no Brasil, e ele não está respondendo ainda. A gente não tem a resposta de quanto o Shandong vai querer e o que está pensando o presidente. Se vai me liberar ou não. Tem que ter um intérprete no meio, porque não dá para falar com o presidente diretamente. Eu fiquei sabendo nesta semana de uma proposta que o meu procurador tem na mão, mas queremos dar uma resposta. Eu não gosto de ficar enrolando os times - afirmou.

O desejo de retornar ao país onde se destacou com a camisa do Cruzeiro e teve passagem tímida pelo Santos tem uma razão: Montillo, pai de Valentim, de seis anos, e Santino, de quatro, não conseguiu uma escola para o mais velho.

- Eu tinha colocado no contrato as coisas para o meu filho. Falei com o presidente anterior que as coisas não deram certo no campo familiar, mas dentro do campo foram ótimos comigo, tentaram ajudar no que podiam. Tenho outras prioridades, como a família, que foi o que falei antes de ir para lá. O Cuca também sabe disso, porque tenho uma boa relação com ele. Então existe essa possibilidade. Eu tenho que falar com eles, porque não quero falar em branco e depois dar uma confusão ou virar uma novela onde não tem que ter. Então primeiro vou falar com essa pessoa (representante) aqui e depois dar uma resposta para o Flamengo.

Montillo tem buscado informações sobre o Flamengo, mas evitou fazer maiores abordagens sobre o time de Luxemburgo por respeito a Cuca, seu atual treinador, e o presidente do Shandong.

- A gente está acompanhando. O Flamengo foi melhorando aos poucos com a chegada do Luxemburgo, mas eu não quero ficar falando que está tudo fechado, porque primeiro eu tenho que falar com o treinador, que é o Cuca, com o presidente e o representante para saber a posição do time.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Enem 2014: candidato diz que tirou 660 em redação com trecho do hino do Flamengo






O estudante potiguar de Informática Francisco Elias da Silva, de 26 anos, decidiu homenagear seu time de coração na redação do Enem 2014. O jovem de Ipanguaçu, no Rio Grande do Norte, publicou em seu blog o rascunho de seu texto, em que dedica um parágrafo a trechos do hino do Flamengo, junto com a imagem das suas notas no exame do Ministério da Educação (MEC). Como mostra a reprodução da tela do site da prova, ele teria tirado 660 pontos, acima da média nacional de 470,8.

 Nesta quinta-feira, O GLOBO mostrou a história do estudante paraibano Francinaldo Guedes Pereira, que afirmou ter tirado 600 na redação em que teria escrito a frase "porque hoje é meu niver". Se forem confirmadas as inserções dos trechos nos espelhos das redações, que serão divulgados pelo MEC até o fim de março, os textos de ambos estudantes deveriam ser anulados de acordo com o edital do Enem 2014. O item 14.9.5 diz que será atribuída nota 0 (zero) à redação "que apresente parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto, que será considerada 'Anulada'".

Em entrevista ao GLOBO, Fracisco Elias da Silva disse que fez o Enem apenas para testar seus conhecimentos, uma vez que já estuda Informática no Instituto Federal do Rio Grande do Norte, e quis testar os corretores.

- Como há dois anos um candidato escreveu o hino do Palmeiras na redação e tirou 560, resolvi colocar o hino do meu time do coração. Como a torcida do Flamengo é maior, pensei que ia ter uma pontuação mais alta do que ele. Se eu tivesse sacaneado o Vasco, tinha tirado 800 - zomba o estudante.

Mas Francisco reconhece que seu texto deveria ser anulado segundo as regras de correção:





- Acreditava que eu poderia tirar 0. Mas talvez não tenham lido, porque o Enem tem perdido a credibilidade. Precisam aprender a ter mais critério. Teve gente que escreveu muito melhor e tirou nota mais baixa do que eu. Se você quiser a autorização para pegar uma cópia do espelho da redação original junto ao MEC, eu autorizo - disse ele ao repórter.

CORREÇÃO NEBULOSA

De acordo com o professor de redação do Descomplica Rafael Cunha, a situação indica que Inep precisa deixar mais claro quais os critérios adotados para casos específicos como este.

- O aluno conseguiu criar uma zona de transição em que algo grosseiro passa a fazer parte da redação - diz. - E isso nos faz refletir sobre todas as formas de transgressão que o candidato pode adotar, deixando a correção, de certa forma, nebulosa. Por isso, seria importante que o Inep se posicionasse sobre determinados questionamentos acerca da correção. Essas notas deveriam ser justificadas para nos dar mais segurança.

Em 2013, O GLOBO mostrou que redações do Enem 2012 que continham brincadeiras como uma receita de macarrão instantâneo e trechos do hino do Palmeiras receberam 560 e 500 pontos, respectivamente. Na mesma edição do exame, o jornal mostrou que textos com nota 1000 apresentavam erros grosseiros como "enchergar", "trousse" e "rasoavel", além de desvios graves de concordância.

Após as reportagens, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep), órgão do MEC responsável pelo Enem, tornou os critérios de correção mais rígidos. No Enem 2014, apenas 250 candidatos atingiram a nota máxima em redação, e mais de 529 mil receberam 0. Ao todo, foram corrigidos 5,9 milhões textos. A nota média dos concluintes caiu 9,7%, de 521,2 em 2013, para 470,8 em 2014.

O Inep informou que o Enem possui critérios "claramente estabelecidos para a correção das redações", os quais não mudam durante o processo de correção. Denúncias apresentadas ao Inep serão avaliadas, individualmente, pela área técnica responsável.

Quarentão, Beto resume a carreira: Flamengo, coisa maldita vasco sanitário, cachaça e aposentadoria

Beto (Foto: Marcelo Barone)A ausência de cabelos brancos esconde a idade, assim como a boa forma física, atípica para grande parte dos ex-jogadores de futebol. Da época em que atuava no meio-campo, pouca coisa se alterou plasticamente: o riso fácil e as declarações apimentadas permanecem. A principal mudança está na cabeça e veio a reboque da maturidade. Ex-Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e seleção brasileira, Beto completou 40 anos de idade no último dia 7 de janeiro e abriu as portas da sua casa ao GloboEsporte.com para, numa entrevista descontraída, passar a carreira a limpo. 

Da época em que vendia picolé e trabalhava como empacotador de supermercado em Cuiabá (MT), onde nasceu, ficaram as lições de uma fase árdua. Trocado por 50 pares de chuteiras – pagos pelo próprio atleta –, Beto chegou ao Rio de Janeiro e deslanchou ao ser campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995. Estourou no Flamengo, clube com o qual se identificou por ser torcedor desde pequeno; vestiu a camisa de Fluminense, Vasco, Grêmio e São Paulo; utilizou a 10 de Maradona no Napoli; e também atuou no Japão. Com a Seleção, faturou a Copa América. Foi uma carreira vitoriosa face às dificuldades.

Beto (Foto: Marcelo Barone)Apesar das turbulências enfrentadas pessoal e profissionalmente, Beto teve cabeça para, hoje, ser dono do próprio nariz. Vive numa cobertura no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, com a esposa, Marcela, e os filhos Pedro Henrique e Heloísa. Em casa, camisas enquadradas e fotos em que aparece nos gramados remetem aos tempos de boleiro. Em vez de arrumar o meio-campo, agora o ex-jogador ajuda a administrar o buffet da mulher, mas espera virar empresário no futebol e sonha ver o filho – a quem ensina e aconselha – a seguir sua trajetória. Ser treinador, porém, não está nos planos de Beto.

– É dor de cabeça voltar à rotina de novo. Viagem, concentração (risos)... É melhor me deixar fora de campo mesmo. O jogador vai falar: "Você também fazia, não posso fazer (risos)?" Não dá para mim, não (risos) – diverte-se.

Confira a entrevista completa:

Você passou por momentos complicados no Mato Grosso. Como lidou com eles?


Foi difícil, sofrido. Meus pais me ajudavam muito, e trabalhei bastante. Com 10 anos eu vendia picolé num sol de 40 graus na cabeça, fui empacotador no supermercado que meu pai trabalhava, limpei peixe de madrugada na feira do porto de Cuiabá, carpei quintal, fiz de tudo um pouco. Tinha o sonho de jogar futebol. Falo até hoje que sou realizado, porque todas as metas que tracei eu alcancei com êxito. Quando vim para Nilópolis, onde a família do meu pai morava, no Rio, fui ver um Fla-Flu em um Maracanã abarrotado. E pensei: "Imagina eu jogando aqui?" No ano seguinte eu estava fazendo preliminar.

Você se mudou para o Rio de Janeiro pouco tempo depois e vivenciou a euforia de uma cidade grande. Por que começou a andar armado?
Foi aquela empolgação. Pelas companhias, você é induzido aos erros da vida. Mas tive cabeça boa para ver que aquele não era meu caminho, não era para mim. Quem tem de andar armado é policial, como sempre falo. Às vezes até por precaução, negócio de torcida, coisa assim, confusão, mas nos conscientizamos de que não é para nós. Trabalhar é focar no futebol, ter amizades boas, e pensei muito. Vejo os erros do passado e falo: "Era maluquice". Hoje penso diferente, tenho família, filhos. Trazendo uma imagem ruim, criamos a criança num ambiente ruim. No Mato Grosso foi onde experimentei drogas e vi que não era aquilo. Parei. Andar armado foi na época de profissional, no Botafogo, no Flamengo. Tinha amigo policial, que andava comigo. Eu achava o máximo e queria fazer o mesmo. Hoje é tranquilidade.

Houve deslumbramento pela fama? 
Falo por mim, porque cheguei em 93. No ano seguinte o Brasil foi tetra e eu ainda estava na base do Botafogo. Fui chamado para completar o treino e fiquei. Em 95 estava na Seleção principal. Não enfrentava fila nos lugares onde chegava. Arrumavam mesa no melhor local, era tratado de outra maneira. Quem veio lá de baixo e não tinha nada, quando chega a um lugar cheio e é tratado como rei, com mesa cativa e entrada pelo outro lado para não pegar fila, se deslumbra, sim. Tem que ter cabeça. O Rio de Janeiro acaba com qualquer jogador novo. Se não tiver cabeça, vai se afundar, porque não está acostumado a assédio. Para chegar ao topo é rápido, e para cair, mais rápido ainda. 

Você conquistou vários títulos, ficou famoso e jogou por grandes clubes, além da Seleção. Ainda se surpreende por ter sido trocado por 50 pares de chuteiras?
Isso virou uma história que até hoje me perguntam: "Beto, esse lance é verdade?" E o detalhe é que quem pagou (pelas chuteiras) fui eu, não foi nem o Botafogo. Paguei com meus primeiros salários. Parcelei o pagamento em dez vezes e fui pagando com muita felicidade, mas não doei para o clube (Dom Bosco, do Mato Grosso), que não me dava um real. Dei para o Jamil, que trabalha lá até hoje, carregando bola, chuteira, ajudando os garotos. É um cara que não teve reconhecimento de quase ninguém. Foi através das chuteiras que vim ao mundo do futebol. Hoje vemos um jogador de 15 anos ganhando 40 mil reais. Surreal. Quando chega com 20 acha que está bem. É um absurdo. Quando fui convocado para a seleção brasileira em 95, meu salário era de R$ 1.500. Era destaque no meu clube, mas fui para a Seleção ganhando isso. Imagina se fosse a época agora, nossa senhora! (risos)

Mosaico Beto (Foto: Arquivo Pessoal) 
Ex-meio-campista, que brilhou no Rio de Janeiro, passou também por Napoli e Seleção Brasileira (Foto: Arquivo Pessoal)

Falando em pagamento, o que fez quando recebeu seu primeiro salário?
Fomos jogar a despedida do Ronaldo: Botafogo e Cruzeiro, no Mineirão. Cada jogador ganhou R$ 600. Eu era louco por tênis, e na época a Mizuno tinha lançado um muito bonito. Falei: "Vou comprar". Fui no shopping e comprei por 400 e poucos reais. Os caras falaram: "Você é maluco!". Eu ficava contando o dinheiro o tempo todo. Era muito dinheiro na mão. Ganhava 300 e naquele dia ganhei 600 num só dia. Era dinheiro para caramba. Quando cheguei na concentração os caras ficaram malucos. Eu realizei um sonho. Marcou bastante. Os caras me zoaram, mas senti o prazer de comprar uma coisa com meu esforço, meu dinheiro. Logo em seguida, fui para a Seleção, ganhei um patrocínio da Nike e pensei: "E agora? (risos)." Eu podia ter esperado mais um pouquinho para ficar todo de Nike (risos).

Que momento acredita ter sido o melhor da sua carreira?
No Botafogo minha trajetória foi muito boa. Na Seleção principal também... No Napoli, usei a camisa 10 do Maradona, o maior ídolo da história do clube. E fui bem lá. No Flamengo teve o tricampeonato e a Copa dos Campeões. Fui o capitão do time, estava muito bem, ali deslanchei. Em 99, achei que seria convocado para a Copa América e não fui. Nunca esqueço. Mas numa quarta à noite, estava num hotel no Espírito Santo assistindo ao Jornal Nacional e vi o pessoal treinando. Pensei: "Sacanagem, era para eu estar lá, mas o cara não me levou." E vi no canto o Leonardo conversando com o Luxemburgo e com a comissão toda. No dia seguinte, me chamaram. Recebi a ligação e nem acreditei. O Leonardo pediu dispensa, e o Luxa mandou me chamar. Foi um presente e fomos campeões.

Você falou algumas vezes na seleção brasileira, e inclusive a camisa está num quadro no alto da parede desta sala. O que representou a amarelinha?
Foi o ápice de tudo. Quando você chega lá é igual trocar de cargo: está na empresa desde o início e quer ser gerente, chegar no topo. Todos têm o sonho de jogar na Seleção. Fui campeão, fiz gol. O Brasil tinha sido tetra em 94, e eu praticamente estava com eles em 95, vestindo o mesmo material. Dunga, Jorginho, Taffarel, Aldair, Roberto Carlos, Ronaldo... Passa um filme na cabeça, você não imagina que está ali com eles. Para acordar desse sonho disso é difícil. Fui um privilegiado.

Teve algum gol mais expressivo nesses anos de carreira?
Um que marcou bastante foi contra a Argentina, na final do Pré-olímpico. Estávamos perdendo por 2 a 0 e fiz o primeiro gol, de esquerda. O jogo acabou 2 a 2 e fomos campeões lá dentro . Esse gol marcou não só a mim, mas muita gente, que fala comigo: "Aquele gol contra a Argentina, hein? Que chutão!" E eu não chutava a gol (risos). O Zagallo que martelou isso na minha cabeça. Quando o treino acabava, eu tinha a mania de ir logo tomar banho, e o Zagallo falava: "Pode voltar". Ficávamos o Danrlei, que era o goleiro, e eu treinando finalização. Fui pegando e, desses treinamento, comecei a fazer gol de fora da área. Passei a ver que, quando você trabalha um pouco mais, consegue êxito.

Há 15 anos você fez embaixadinhas na final do Carioca, contra o Vasco. Ainda é parado pelos torcedores para falar deste lance?
(Risos) A galera ainda fala bastante disso. Falei para os meus companheiros que faria uma surpresa, mas teríamos de ganhar. No fim, falei para o juiz: "Professor, quando estiver para acabar, o senhor me avisa". Aí ele respondeu: "Beto, não vai me ferrar, não, né?" Quando estava para acabar, ele mesmo veio até mim e falou: "Falta tanto, vou encerrar". Aí a bola estava com nosso time, a torcida pedindo, fui lá na lateral, levantei a bola e saí fazendo (a embaixadinha). O Maracanã desabou (risos).

Você sempre admitiu ser torcedor do Flamengo. O que acha dos atletas que dizem não ter time?
Não aceito. Desde que comecei no Botafogo, falava que era flamenguista. Hoje, se não fosse flamenguista, seria botafoguense. Foi o clube que me projetou, tenho gratidão. A minha família toda torce para o Flamengo, e tive a sorte de ganhar títulos lá. No Vasco falaram que não iam bater palma... No segundo jogo já estavam me aplaudindo, porque dentro de campo eu dava o sangue pelo que estava vestindo. É o meu trabalho, o clube está me pagando. Eu acho que os jogadores deveriam revelar o time para o qual torcem, porque você agrada a torcida jogando, dando o máximo. Não adianta querer conquistar por entrevista se não corresponder em campo.

Beto e bola (Foto: Foto: Marcelo Barone)Após tantos anos no mundo do futebol, você fez amigos no esporte?
Sou um cara que não vivo em casa de jogador de futebol, porque não gosto. Vivo em um outro mundo. Jogador de futebol é muito vaidoso. Vaidade de bens que não leva a nada. Agora, quando encontro o Fernando, jogamos pelada, tem o Carlos Alberto, o Andrezinho, um amigo do caramba que está na Coreia. São coisas que guardo. Adriano, Julio César... Não vivo muito com eles, mas sempre que nos encontramos é uma amizade boa, porque vencemos juntos. Mas não gosto de ficar na casa de um e de outro. Gosto de ficar no meu mundo, com minha família e amigos fora do futebol, onde não tem vaidade. Eu vivo assim.

O apelido de "Beto Cachaça" o acompanhou durante algum tempo. Como isso surgiu?
Veio da rivalidade entre Vasco e Flamengo, justamente no tricampeonato. Picharam que o sérvio (Petkovic) tinha que morrer, que o Edilson era cheirador, o Zagallo era gagá e botaram meu nome por gostar de sair, gostar de pagode, essas paradas todas. O meu negócio é dentro campo, fora faço o que quiser, como sempre disse. Gosto de tomar cerveja, de fazer churrasco com os amigos. O mais importante é o trabalho. O extracampo não pode interferir. Quem não gosta de tomar uma cerveja, de um churrasco? Está querendo time de santo? Está querendo quem não saia? Pega o time do presídio, leva para o jogo e devolve para lá (risos). Não tem jeito. Sou tranquilo com isso, era mais da rivalidade do jogo, por eu ser flamenguista. Eu podia não jogar nenhum jogo, mas contra o Vasco queria jogar. Isso matava os vascaínos de raiva, porque dentro de campo, contra o Vasco, eu dobrava. Eles ficavam p... Mas quando fui para lá, eles tiveram carinho enorme, me apoiaram. São coisas que você fala: "Lá atrás xingavam e agora estão batendo palmas para mim". A imagem muda. O futebol é engraçado.

A bebida atrapalhou em algum momento?
Eu sempre me policiei. Se visse que estava chegando 3h ou 4h para treinar às 9h, cansado, percebia que tinha de segurar, pois estava me prejudicando. Então, recuava. Não me prejudicou porque me segurei.

Você falou da vontade de enfrentar o vasco, em especial. Por quê?
Além da rivalidade, que é tremenda, acho que tem o fato de ser flamenguista. Vinha a parte do jogador e do torcedor. Não queria perder de jeito nenhum. Tinha amigos vascaínos que iriam me zoar, sabia que eu iria ouvir (se perdesse). Tanto que, quando perdemos por 5 a 1, na Páscoa, muita gente ficou em cima. O Eurico deu chocolates, os caras falando de presente de Páscoa... Eu ficava chateado, não queria sair. Falava: "Se zoar, vai dar 'caô'" (risos). Joguei a final do tri com infiltração. Aos 30 minutos, o Zagallo queria que eu saísse, mas gritei: "Ainda dá". Hoje não tem mais isso. Sou flamenguista, mas torci muito pela volta do Eurico. Sempre falei: "Quando vocês perderem esse cara, o vasco não vai ser a força que é." "Ah, mas o cara rouba", respondiam... Se o cara rouba ou deixa de roubar, ele faz pelo clube. Ele saiu, e o Vasco caiu duas vezes. Com ele, nunca (o Vasco foi rebaixado pela primeira vez no ano em que Eurico Miranda deixou a presidência e Roberto Dinamite assumiu, em 2008). Quando atrasava, ele ia lá conversar, tranquilizar os jogadores... Era uma voz só.

Beto (Foto: Marcelo Barone)O que faltou na tua carreira?
Faltou disputar uma Copa do Mundo. Fui para a Copa América. Não disputei Olimpíadas porque me machuquei. Mas queria ter jogado uma Copa. Atuei pela Seleção, Flamengo, Europa e, infelizmente, não disputei um Mundial. Ficou um vazio por isso.

A fase é de pré-temporada. Como vê a movimentação dos clubes do Rio de Janeiro?
O Botafogo está triste. Na nossa época já era assim, mas tínhamos um grupo focado em 95, apesar do salários atrasados. Se o clube não se reestruturar, não vai sair disso. A Série B vai ser difícil a Série B. Vimos o vasco quase não subir. Então tem que ter um trabalho diferenciado. O Flamengo está começando o ano bem, trazendo peças importantes... O Luxemburgo está querendo formar um time com a cara dele da época dos títulos importantes. Ele quer voltar a essa imagem de novo, é um puta treinador. Está trazendo peças que farão uma equipe forte. Como torcedor, estou otimista. Eles deveriam esquecer o Carioca para encaixar o time certo em busca de títulos importantes.

Sem a Unimed, vai ser difícil para o Fluminense, pois 60% são jogadores do patrocinador. As contratações foram mais modestas. O Conca e o Fred não sabem se ficam ou se saem... O presidente acha que consegue sem a Unimed, mas quem é tricolor vai ter de esperar para ver o que será feito (risos). E torço para que seja um ano bom para o Vasco. Eurico falou que tem seis pontos garantidos no Brasileiro (risos). Ele é demais! O clube está se reestruturando para poder contratar. O rombo é grande. Por enquanto está em ritmo de pré-temporada (risos). Não adianta trazer bons jogadores sem ter um grupo forte.

Você parou há menos de dez anos, mas o futebol mudou bastante neste período. O que vê de diferente em relação à sua época?

Beto (Foto: Marcelo Barone)Hoje os jogadores são "boyzinhos", não batem de frente com juiz, com o próprio companheiro. Erram e aplaudem. Não têm coragem de xingar, de dar um esporro. Antigamente discutíamos, queríamos sair na porrada em campo para ganhar. Hoje não tem isso. Os jogadores são mimadinhos, usam fone no ouvido, gelzinho... Mudou bastante. Nós nos rebelávamos, batíamos de frente por bem, para ganhar. Hoje não tem isso. Fico chateado porque passam a mão na cabeça. Acabou a vontade de estar no campo, de querer ganhar. Tem que se cobrar mais dentro de campo. Era bom. Falávamos que íamos deitar e rolar, e o outro time respondia. Aquela rixa sadia, que vai para o campo, mas no fim do jogo todos se abraçam. Acabou esse negócio. Promovíamos o jogo, acabou a rivalidade. Ficamos tristes porque era bom, zoava durante a semana, falava que o time era fraco, perguntava: "Quem é fulano? Nunca ouvi falar nele."

O que tem feito durante o período longe do futebol profissional?
Tenho viajado pelo Brasil com o pessoal do master do Flamengo. Tem um grupo de jogadores de Cuiabá para botar para treinar, converso com eles quando estou lá, mas sei que é difícil. E dia a dia é com a família. Minha esposa tem um buffet e também uma distribuidora. Ajudo a administrar o buffet, colocar nos lugares, fizemos uma parceria com uma casa de festas. É uma coisa boa. Ela faz tudo, orçamento, manda propostas por email, o que oferece, o que não oferece. É torcer para que tudo dê certo. Ela é muito dedicada, companheira. Isso é bom. Às vezes você começa a ganhar muito e esquece a família. Eu gostava de sair, saía porque era solteiro. Hoje em dia sou bem casado, casado há dez anos com a Marcela. Temos nossas brigas de casal, mas estamos juntos, somos felizes. Ela fala: "Se você fosse jogar bola com seus amigos e voltasse logo, tudo bem. Mas você estende" (risos). A hora boa é depois, com churrasco, cerveja, baralhinho com os amigos, conversa. Aí acabo esquecendo da hora (risos).

Você está pensando em ser empresário, então? Ser treinador também é uma opção?
Eu penso em ser empresário, até estive esses dias com o Cláudio Guadagno, o Macarrão. Eles me perguntaram o que eu estava fazendo e tal. Hoje estou com a cabeça mais para esse lado. Treinador, não. É dor de cabeça, voltar à rotina de novo, viagem, concentração (risos)... Me deixa fora de campo mesmo. O jogador vai falar: "Você também fazia, não posso fazer?" (risos). Não dá para mim, não (risos).

Beto e família (Foto: Foto: Marcelo Barone)Já caiu a ficha de que, agora, você é um quarentão?
Rapaz, até agora eu penso, 40 anos... Que isso! Uns não acreditam, dizem que sou gato (risos), mas quem me conhece, sabe que não. Fico feliz por estar com a saúde boa, de bem com a vida, podendo jogar bola, fazer as minhas coisas. A comemoração foi legal, fizemos um jantar na churrascaria, rimos, brincamos... É bom poder proporcionar isso a quem você gosta. Não tem preço que pague. É fruto do que fiz. O que mudou no Beto com a maturidade? Enxergo as coisas diferentes, gastos desnecessários, coisas que bota na balança. Começo a me policiar melhor. Chego aos 40 sem crise (risos), com filhos, esposa, meu pai, que é vivo, irmãos. São coisas que paro e penso: "Olha o que tenho, olha onde cheguei." Se tivesse feito tudo errado, nem estaria aqui. Isso pesa. Conquistei praticamente tudo o que queria e sinto-me realizado.

E qual é o seu maior sonho?
Espero que se concretize: é ver meu filho deslanchar no futebol (o filho dele está na base do Flamengo). E com certeza estarei firme e forte para ver, pois ele tem qualidade para isso. Não quero falar como pai, e sim pelo que as pessoas falam para mim. Dou esporro, explico, mostro, porque são poucos os filhos de ex-jogadores que têm êxito. Eu mostro vários exemplos a ele, falo do que passei. Hoje ele tem as melhores chuteiras, mora bem, come bem, coisas que não tive. Eu jogava no asfalto, tirando rodela do dedão (risos). Os dirigentes da base falaram que ele é muito bom e tem uma conduta excelente. Aquilo me encheu de felicidade. Eu falo a ele: "Quero ver o teu pai tirar onda com o seu dinheiro, e não o contrário." Conversamos bastante, e ele tem a cabeça boa.


Na despedida de Atibaia, Luxa afia pontaria do Flamengo para 2015


Chegou a hora do Flamengo dar adeus a Atibaia. Na tarde desta sexta-feira, Vanderlei Luxemburgo comandou a última atividade no hotel onde a equipe faz pré-temporada e tratou de afiar a pontaria do elenco. Com um longo trabalho de finalização, o treinador não deu moleza para os comandados, que já tinham trabalhado a parte física pela manhã. Eduardo da Silva, que se recupera de dores na coxa direita, treinou separado com Paulinho. Logo no início do sábado, a delegação rubro-negra segue para São Paulo, de onde embarca rumo a Brasília para o amistoso de domingo com o Shakhtar Donetsk.

Na primeira parte da atividade, Luxa orientou o elenco em lances pelas laterais. Com Pará e Léo Moura abertos pela direita, e Pico e Thallyson na esquerda, os homens de frente tinham que tabelar, abrir a jogada e correr para área. Nem sempre o cruzamento saía perfeito, mas o aproveitamento na finalização foi bom. A todo instante, o treinador gritava com orientações técnicas:

- Pega no meio da bola para sair com mais velocidade - disse após cruzamento muito alto de Léo Moura.

- Quando o zagueiro corre de costas, é só parar o pé para dominar a bola, Everton - ensinou em outra ocasião.

Vanderlei Luxemburgo comanda treino do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Vanderlei Luxemburgo comanda treino do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)


A atividade durou mais de uma hora, e o bombardeio para cima de Paulo Victor e César parecia não ter fim. O treinador alternou o modelo de triangulação que faria a bola chegar na lateral, e em seguida orientou que o lateral do lado oposto ao que acontecia a jogada também entrasse na área para concluir. Já na parte final, as finalizações passaram a ser frente a frente com o goleiro, após jogada com o pivô. Por fim, o próprio Luxa entrou em ação relembrando os tempos de jogador, com cruzamentos pela esquerda. Na direita, Deivid desempenhou o papel.

Em fase final de recuperação da mialgia que o tirou do jogo-treino com o RB Brasil, quarta-feira, Eduardo da Silva fez trabalho físico com bola ao lado de Paulinho, que está na fase final do tratamento de cirurgia no joelho. O croata, no entanto, não deve ser problema para encara o ex-time, Shakhtar Donetsk. Em entrevista coletiva, Luxa disse contar com o atacante e que escalará o time titular por somente 45 minutos no amistoso.

Depois de 11 dias, dez deles com trabalhos em período integral, o Flamengo deixa Atibaia, mas está longe de terminar a pré-temporada. Antes do retorno ao Rio, o Rubro-Negro para em Brasília, onde encara o Shakhtar Donetsk, no Mané Garrincha, domingo, e segue segunda-feira para Manaus. Na capital do Amazonas, disputa torneio com o Vasco e o São Paulo. No interior paulista, Luxa pôde analisar os novos reforços, consolidar a base de 2015 e esboçar o time titular com Paulo Victor, Léo Moura, Wallace, samir e Anderson Pico; Cáceres, Canteros e Eduardo da Silva (Arthur Maia); Gabriel, Everton e Marcelo Cirino.

Zico diz que Robinho falou do Flamengo em dezembro: "Está em tempo"


Grande sonho do Flamengo para a temporada, Robinho falou sobre a vontade de defender a camisa rubro-negra em encontro com Zico, no Jogo das Estrelas, no fim de 2014. Segundo o Galinho, que participou do "Arena SporTV" desta sexta-feira, o Rei das Pedaladas se lembrou de uma conversa antiga entre os dois em que o ex-jogador o aconselhou a se transferir para o clube carioca. Ideia que, na ocasião, acabou não se concretizando.

- Robinho não me ouviu anos atrás. Estive com ele naquele jogo dos amigos do Messi e fiz o convite: "Vamos para o Flamengo". Ele estava em dúvida sobre voltar ao futebol brasileiro, e ficou no Milan por um tempo antes de, enfim, voltar ao Santos. Agora (no Jogo das Estrelas) que ele teve contato com a torcida do Flamengo, ele falou: "Poxa, naquele período e tal... " Eu então falei: "Quem sabe no futuro? Está em tempo". Acho que ele pode exercer essa função de meia pela experiência e qualidade. Hoje joga pelos cantos, mas jogaria pelo meio, atrás do centroavantes com facilidade - destacou Zico.

Escolhido por Vanderlei Luxemburgo para ser o principal reforço para temporada, o atacante do Santos já foi procurado pela diretoria, que apresentou proposta e está ciente dos valores desejados. O alto investimento assustou em um primeiro momento, mas o treinador convenceu a cúpula da importância de tê-lo no elenco. Emprestado ao Peixe até julho, o jogador tem vínculo com o Milan até a metade de 2016.

Com problemas financeiros, o Santos tem sofrido com a debandada de jogadores por conta de salários atrasados. A remuneração de Robinho é paga metade pelo Milan, mas a parte que cabe ao Peixe conta com dívida de quatro meses de direito de imagem, um na carteira de trabalho e décimo terceiro. O Flamengo acredita ainda que pode ser uma melhor vitrine para o clube italiano, que ainda pensa em lucrar com uma venda até julho de 2016.

zico robinho jogo das estrelas (Foto: Dhavid Normando/Futura Press) 
Zico e Robinho mostraram boa sintonia no Jogo das Estrelas, em dezembro (Foto: Dhavid Normando/Futura Press)
 
 

Camisa 10 dos sonhos: Flamengo trabalha para ter Robinho em 2015

Robinho é o camisa 10 dos sonhos do Flamengo para 2015. Escolhido por Vanderlei Luxemburgo para ser o principal reforço para temporada, o atacante do Santos já foi procurado pela diretoria, que apresentou proposta e está ciente dos valores desejados. O alto investimento assustou em um primeiro momento, mas o treinador rubro-negro convenceu a cúpula da importância de um atleta com a grandiosidade do Rei das Pedaladas pelo que representaria dentro e fora de campo. A negociação, no entanto, envolve muitas pontas e não é simples. Emprestado ao Peixe até julho, o jogador tem vínculo com o Milan até a metade de 2016.

Os contatos entre Flamengo e Robinho tiveram início no fim do ano passado, mas esfriaram após a pedida do jogador que ultrapassava a casa dos R$ 600 mil livres de impostos. Com a crise financeira no Santos, porém, o tema voltou a ser discutido. O presidente Eduardo Bandeira de Mello, o diretor executivo, Fred Luz, o vice de futebol, Alexandre Wrobel, e o vice de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, deixaram Atibaia, após o jogo-treino de quarta-feira, contra o RB Brasil, dispostos a viabilizar o projeto. A participação de um parceiro é fundamental.

Chicão e Robinho, Flamengo X Santos (Foto: Getty Images)Robinho em ação contra o Flamengo durante o Brasileirão 2014 (Foto: Getty Images)

Além da capacidade técnica e de liderança, Robinho é visto como nome ideal para alavancar o programa de sócio-torcedor e atingir a meta de 80 mil adeptos para temporada. O próprio Vanderlei entrou em ação ligando diretamente para o atacante, e o clube trabalha na melhor maneira para amarrar uma negociação que envolve três frentes: atleta, Santos e Milan. O Fla, por sua vez, tem a informação de que a liberação da Vila Belmiro não seria o maior dos problemas, desde que o jogador se manifeste neste sentido.

Com problemas financeiros, o Santos sofrido com a debandada de jogadores por conta de salários atrasados. A remuneração de Robinho é paga metade pelo Milan, mas a parte que cabe ao Peixe conta com dívida de quatro meses de direito de imagem, um na carteira de trabalho e décimo terceiro. O Flamengo acredita ainda que pode ser uma melhor vitrine para o clube italiano, que ainda pensa em lucrar com uma venda até julho de 2016.

Figuras importantes da diretoria confirmam nos bastidores o projeto, mas condicionam o sucesso a parceiros que seriam recompensados com o uso da imagem de Robinho. Negociações neste sentido estão em curso com uma boa dose de cautela. Já o atacante, que confessou para pessoas próximas o desejo de morar no Rio de Janeiro, admitiu o contato e falou sobre a relação com Vanderlei Luxemburgo.

- Houve, sim (proposta). O Flamengo é um grande clube, a maior torcida do Brasil. Já tive a felicidade de trabalhar com o professor Vanderlei Luxemburgo, fomos campeões (do Brasileirão) em 2004. No futebol, interesse e propostas a gente tem de todos os lados. Com toda a humildade, eu não tive proposta só do Flamengo. Mas a torcida do Santos pode ficar despreocupada e a diretoria também. Sou muito verdadeiro e minha vontade é permanecer aqui.

Questionado sobre a possibilidade de contar com Robinho, Vanderlei Luxemburgo foi sucinto:

- Contratação é sempre um assunto interno.

Em busca de dois nomes para fechar o elenco, o Flamengo mantém o radar ligado no mercado. Nomes como Montillo e Jadson são bem-vindos O grande sonho, porém, é mesmo Robinho. Quase uma obsessão, mas que o Rubro-Negro trata com muita precaução e uma certeza: não cometerá loucuras.

Flamengo vira, mas cede empate ao Bahia na estreia da Copa Brasil sub-15

Flamengo x Bahia, Copa Brasil de Futebol Infantil, sub-15, Votorantim (Foto: Divulgação / SECOM Votorantim)O Flamengo chegou a virar para 3 a 2 um jogo que perdia por 2 a 0 nesta sexta-feira, contra o Bahia, na estreia da Copa Brasil de Futebol Infantil (sub-15), mas cedeu o empate por 3 a 3 aos baianos no final do jogo, realizado no Sesi de Votorantim, no interior paulsita. Yuri e Daniel abriram o placar, Vinícius (duas vezes) e Ferrari colocaram o rubro-negro na frente, e João Pedro garantiu a igualdade no jogo.

Com isso, as equipes, que integram o Grupo C, iniciam o torneio com um ponto cada, assim como Grêmio e Santos, que empataram por 2 a 2 no Domênico Paolo Metidieri.

Na segunda rodada, neste sábado, às 9h, o Flamengo encara o Santos, no Domênico. O duelo terá cobertura interativa pelo GloboEsporte.com. No mesmo horário, Grêmio e Bahia jogam no Sesi.

O jogo

A estreia dos times na Copa Brasil de Futebol Infantil foi bem movimentada. O primeiro gol saiu aos nove minutos, com Yuri. O Flamengo saiu ao ataque para tentar o empate, mas acabou levando o segundo, aos 20, em jogada finalizada por Daniel.

Com 2 a 0 de vantagem na metade do primeiro tempo, o Bahia tentou segurar a vantagem no placar, mas não resistiu às investidas do adversário. Perto do apito do árbitro, aos 29 (os jogos no torneio tem dois tempos de 30 minutos), Vinícius diminuiu para o rubro-negro. Logo no início do segundo tempo, aos três minutos,  Ferrari deixou tudo igual. E Vinícius, outra vez, aos 16, fez o vira no placar.

Aí foi a vez do Bahia correr atrás do prejuízo. E mesmo com o forte calor, a equipe encontrou forças para conseguir empatar o jogo. João Pedro, aos 20, deixou tudo igual, colocando números finais no placar: 3 a 3.

Flamengo x Bahia, Copa Brasil de Futebol Infantil, sub-15, Votorantim (Foto: Divulgação / SECOM Votorantim)
 
Bahia saiu na frente, Flamengo conseguiu a virada, mas cedeu empate (Foto: Divulgação / SECOM Votorantim)
 
 

Luxa elogia pré-temporada, mas vê time ainda bem aquém do desejado

O Flamengo fecha sua pré-temporada em Atibaia nesta sexta-feira, já que no sábado viaja para Brasília a fim de se preparar para o amistoso com o Shakhtar Donetsk-UCR. O saldo do período no interior de São Paulo foi positivo, na opinião de Vanderlei Luxemburgo. O treinador acredita que a equipe ainda pode mostrar muito mais do que apresentou, principalmente no jogo-treino contra o RB Brasil-SP, que terminou empatado por 1 a 1, mas diz que o foco durante esses dias na verdade foi a preparação física, por isso não está preocupado.

- Coisas boas aconteceram, mas a produtividade foi muito aquém do que eu acho que pode produzir - disse na coletiva de imprensa após o treino da manhã.

Luxemburgo, coletiva Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo) 
Luxemburgo diz que time de 2015 será mais versátil que o do ano passado (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
 
A principal novidade apresentada por Luxa na pré-temporada foi o trio de ataque com Everton e Gabriel nas pontas, e Marcelo Cirino jogando um pouco mais centralizado. Eduardo da Silva, por sua vez, atuou mais recuado na função de meia. Em sua apresentação oficial, Cirino disse que gostava de jogar mais pelos lados do campo e ainda não mostrou boa pontaria nos treinamentos. Mesmo assim, o técnico acredita que o ex-jogador do Atlético-PR tem muito potencial para crescer nessa nova função.

- A função do técnico é ver o potencial do atleta e fazer com que ele renda ainda mais. Pelo grande jogador que é, acho desperdício ter o Marcelo longe do gol. Tenho que aproveitar o potencial que ele tem de velocidade, mudança de direção, finalização. Tem potencial para isso.

Luxemburgo afirmou também que ainda é muito cedo para avaliar os reforços, que não vê Arthur Maia com as mesmas funções de um clássico camisa 10, e que a meta para 2015 é brigar sempre na parte de cima da tabela. A seguir, veja a entrevista do treinador por tópicos:

Pré-temporada

- Foi uma pré-temporada boa, bastante produtiva. Aproveitamos bem os dias. Demos a base para entrarmos no campeonato em uma boa condição. A ideia é continuar mesmo tendo jogos, trabalhando a parte física forte em Brasília, Manaus e no início do Estadual. Reivindicamos por muitos anos que tivéssemos tempo para preparar uma equipe. Agora, é hora de pré-temporada inteligente, que dê recursos ao clube e nos dê uma base.

Rendimento da equipe

- Em termos de jogo, não foi o rendimento que a gente queria, mas já evoluiu muito. Quero um ataque como pede o futebol hoje, com equilíbrio entre os setores e velocidade muito grande.

Posicionamento de Marcelo Cirino

- Esse vai ser um questionamento o tempo todo, assim que funciona. Até o que dia que der certo. É uma discussão de que ele jogava em um lugar e eu estou colocando em outro. A função do técnico é ver o potencial do atleta e fazer com que ele renda ainda mais. Pelo grande jogador que é, acho desperdício ter o Marcelo longe do gol. Tenho que aproveitar o potencial que ele tem de velocidade, mudança de direção, finalização. Tem potencial para isso.

Reforços

- Temos que deixar para falar ao longo da temporada, é preciso sequência. Temos que deixar jogar e ver se vão ser aprovados.

Vanderlei Luxemburgo comanda treino do Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)Jogo-treino contra o RB

- Coisas boas aconteceram, mas a produtividade foi muito aquém do que eu acho que pode produzir.

Arthur Maia

- Arthur Maia é um limpador de frente, que serve como um terceiro atacante. Diria que é como o Wellington Nem, um jogador que se aproxima dos jogadores da frente para tentar um drible. É um jogador de condução de bola.

Performance do elenco

- Estamos trabalhando em cima de resistência, nossa preocupação é a base física. Não dá para ter um parâmetro do que foi bom. Vi jogadores com um potencial forte de crescimento.

Meta para 2015

- Nosso trabalho é para estar entre os cinco, seis primeiros da tabela. Confusão não tem esse ano.

Amistoso com o Shakhtar

- Acho que os centro de treinamentos do Brasil agora têm permitido que os europeus fujam da neve e venham para treinar no Brasil. Assim como os brasileiros podem ir para os Emirados, para Europa... É uma pré-temporada inteligente que dê condição de fazer um trabalho de preparação. Acho legal jogar com um time forte, como o Shakhtar. Vai ser legal.

Capitão e numeração fixa

- Não tem motivo para tirar o Léo de capitão. Sobre numeração, vai sair hoje. Vamos criar uma marca para o Paulo Victor. Por que tem que ser o número 1? Vamos criar algo com o marketing.

Montagem do elenco

- Nossa preocupação é com a versatilidade, ter caras como Eduardo, Márcio Araújo, que jogam em mais de uma posição. Paulinho joga pela direita e pela esquerda, Everton de atacante e lateral, Arthur Maia em várias posições. Não vamos ficar capengas como ficamos quando perdemos Gabriel e Alecsandro na Copa do Brasil.

Orientação em treinos

- Temos que ensinar o detalhezinho. O Arthur Maia tem que ter uma função de marcação também, não adianta só jogar com a bola nos pés.

Disputa na lateral esquerda

- Estou formando a equipe ainda, não está definido quem vai ser e como vai ser. Se eu pego o Pico com 98kg, consigo emagrecê-lo e ele vai bem... Aí ele se apresenta na pré-temporada com 3kg acima, mas bem abaixo do ano passado. Então, é um jogador que eu gosto, mas não está totalmente pronto. Coloquei para ele uma meta. Ele mostrou a cara. Só que para eu poder cobrar mais dele e que seja uma exigência do futebol mais efetivo para a conquista de títulos, preciso que dê mais alguma coisa. A meta é chegar aos 82kg, 83kg. Mas também não posso fazer com que perca o gostinho daquilo que apresentei para ele, que foi ter feito uma temporada menos gordo do que normalmente está (risos), e ele ter renovado o contrato por dois anos. Quero criar nele essa expectativa e também já dei a chance de mostrar um pouquinho a cara do Thallyson, que é um jogador que ninguém conhecia e está buscando seu espaço. É um trabalho que a gente faz de equipe, de motivação, e o Anderson está fazendo um esforço muito grande, o que é duro para a silhueta dele. Tenho que incentivá-lo. Ele tem que saber que não perdeu espaço comigo.

O amistoso entre Flamengo e Shakhtar ocorre neste domingo, no Mané Garrincha. Na sequência, a equipe viaja para Manaus, onde enfrentará Vasco e São Paulo nos dias 21 e 25, respectivamente, na Arena Amazônia. O retorno para o Rio de Janeiro acontece no dia 26, com a estreia no Carioca marcada para 31 de janeiro contra o Macaé, fora de casa.